Quando Toronto e o Rio de Janeiro tem aquela beleza diferentona em comum

Quem já andou pela Bay Street em Toronto e lá pelas bandas da Baía de Guanabara no Rio talvez já tenham cruzado, assim meio sem querer, por dois lugares com algo em comum, além da beleza, é claro. Tá bom, vou ser mais específico: quem já foi na Allen Lambert Galleria, no Brookfield Place, em Toronto e no Museu do Amanhã no Rio de Janeiro, já devem saber do que eu estou falando. Não?

Tive a oportunidade de ir recentemente no fantástico Museu do Amanhã no Rio de Janeiro. Fundado em 2015, tem um acervo tecnológico e imagético e poético, de fazer qualquer marmanjo careca – a la skinhead – como eu, chorar. Sim, é lindo. Fora o cenário em que ele está fincado. Sua arquitetura salta aos olhos. Fui pesquisar quem era o gênio arquiteto daquela obra prima: um espanhol, Calatrava. Tá, e o que Toronto tem a ver com isso?

Sempre curti ir comer no Marché, lá no Brookfield Place. Tem uma pizzinha que lembra um pouco a nossa. Fora que é do lado do Hockey Hall of Fame. Porém, é impossível sair dali sem reparar na arquitetura do lugar: arcos gigantescos de aço, que lembram catedrais hipermodernas urbanas. Lindo também. Deja vu. Advinha quem é o arquiteto daquela belezura toda? Sim, El Calatrava. Um mestre das curvas, que tenho quase certeza que já ouviu falar do nosso Niemeyer.

 

Então, se você está no Rio e vai pra Toronto – #ficadica: comer uma pizzinha no Marché e curtir o Calatrava do Canadá. E se você planeja ir pro Rio e não conhece o Museu do Amanhã ainda, #ficadica: passe por lá – e mande um abração ao Calatrava carioca.