O dia em que usamos um dos melhores hospitais do mundo, em Toronto

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Pra ser mais preciso, o 7º melhor hospital do mundo. Assim foi classificado, pela Newsweek, o Toronto General Hospital (TGH), e com razão. E não foi aquela visitinha breve no PS do Hospital, foi uma cirurgia cardíaca, e das complexas. Foram semanas dentro de um complexo hospitalar que mudou nossas vidas para sempre, e para melhor. Detalhe, não pagamos nada por isso.

Quem é um fiel seguidor do blog, aqueles de carteirinha, sabe que, em 2015, minha esposa foi submetida à uma delicada cirurgia cardíaca no Peter Munk – um dos hospitais do conjunto Toronto General Hospital. Na época declaramos abertamente nosso amor e gratidão a todos (“Meu muito obrigado ao SUS do Canadá”). Foi uma experiência que nunca mais esqueceremos, e pela qual seremos eternamente gratos. Tá… mas, o que eles fazem de diferente?

Pra nós foi: a busca pelo conhecimento, a busca pela perfeição e a constante valorização do ser humano. Ponto.

Pesquisa, pesquisa e mais pesquisa

Cada detalhe novo, diferente e particular daquela cirurgia, tornou-se objeto de pesquisa. Investir e buscar o domínio daquilo que realizam é o oxigênio de todos ali. Uma placa do lado de fora do hospital já diz tudo: “Why is in our DNA” (“O por que está em nosso DNA”). Não, não existe “zona de conforto” do conhecimento quando se cuida de vidas humanas, e de todo o resto. Se se pode fazer o melhor, que se faça o melhor.

Já dizia Wittgenstein:
“Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo”

Detalhes, detalhes e mais detalhes

Além de ser o maior centro de transplantes da América do Norte, os caras sempre querem ser os primeiros a realizar as cirurgias mais inovadoras do mundo – tipo o “primeiro” triplo transplante do mundo (pulmão, fígado e pâncreas) de uma só vez. E o tudo isso não fica restrito só à sala de cirurgia. É um todo, que você vê (com os olhos) todos cuidando com excelência e preocupação de cada detalhe – digo dentro e também fora do hospital. É surpreendente.

Cuida-se da vida para que esta viva, de fato

Ouvir o paciente, valorizar o paciente, cuidar do paciente

Nos diversos e maravilhosos halls de visita do Peter Munk existem inúmeras placas com nomes de pessoas do mundo todo. São ex-pacientes do hospital. Tá, e daí? Daí que são pessoas que, por gratidão e reconhecimento, deixaram o TGH como beneficiário de seus seguros de vida. É incrível como você sai dali querendo pagar por tudo que fazem. Sim, você quer pagar! Você quer investir, você quer dividir o todo, você quer ajudar. Nós desejamos agradecer um cuidado verdadeiro.

Tanto minha esposa, quanto o CEO de uma multinacional canadense, quanto aquele atendente do McDonalds, assim como a Dra. da Universidade de Toronto, todos usavam desse mesmo hospital, do mesmo quarto, recebendo o mesmo cuidado e atenção. Todos são alvos dessa excelência, dessa busca pela perfeição e desse atendimento pleno. Ali compartilhamos o conhecimento disseminado, a gestão dos detalhes, a administração responsável e a valorização do humano.

“Muito obrigado, TGH”

Por isso, mais uma vez, parabéns TGH – e muito obrigado, de novo.