CINCO COISAS ATÍPICAS PARA SE FAZER EM TORONTO

Diz o guia dos mochileiros de Toronto que todo ser humano que se preze deve visitar a CN Tower, a Union Station, molhar os pés no Lake Ontario e guardar umas folhas, dessas típicas do Canadá, num livro do Paulo Coelho. Mas, tem umas coisas que ninguém fala e que são tão tchap-tchura quanto e se você contar pros amigos ninguém vai acreditar que existe. Mas, em Toronto existe.

Quer ir num lugar pra quebrar tudo?

Sim, existe. Se você anda meio estressado, com vontade de socar um na rua, toda manhã responde “bom dia pra quem?” e tá louquinho pra arrebentar tudo, seus problemas acabaram! Relaxe no Rage Room. Você paga um valor, pega um taco de baseball e arregaça tudo que ver pela frente! Você pode ir sozinho ou em grupo (sei lá, a galera estressada do trampo), e paga conforme o número de coisas que quer destruir.

cuddle

Quer ir numa festa do abraço?

Sei… a parada tá meio crise existencial. Uma hora quer quebrar tudo. Outra, quer sair abraçando todo mundo. É que essa pegada de abraçar, tocar, três beijinhos, mão boba etc… não rola muito nestas terras canadenses. Então, para entender toda essa cultura comportamental da bolha existencial, criaram uma Festa do Abraço (Cuddle Party). No Brasil nem precisa, óbvio. Mas, caso queira ir numa, veja o calendário dos caras: Cuddle Party. Em todo caso, cuidado.

A máquina de livros bizarros (ou não)

Muito já se falou de umas máquinas de livros, espalhadas em algumas cidades do mundo, onde você escolhe um livro, paga e leva. Só que a Biblio-Mat quebra um pouco essa lógica cartesiana bonitinha. Nesta máquina você coloca uma toonie ($2) e pega qualquer livro que sair, ao acaso. Não vai ser um livro tranqueira, só não é aquele que você escolheu de todo coração. Também, $2, né?!

O Zé do Caixão de Toronto

Pra quem gostava do assustador ator e cineasta brasileiro Zé do Caixão, com suas unhas gigantescas e filmes grotescos, Toronto tem uma versão local do gênero e numa sala bem peculiar e temática: The Cineforum. O “cineminha” todo decorado a caráter, comporta uns 20 cinéfilos pra assistir um cardápio bem excêntrico do tema, e com gritinhos medonhos de acompanhamento. Bom pra ir com a namorada.

A biblioteca dos livros raros

Que tal ler alguns livros de Shakespeare de 1623? Ou alguns papiros do Egito de 245 a.C. (sabe tudo de egípcio, né?)? Ou talvez dar uma olhada nas anotações de Charles Darwin lá de Galápagos? Tudo isso e mais um monte de livros naftalinas das antigas mesmo, você pode ler, ver ou simplesmente fingir que tá lendo, lá na Thomas Fisher Rare Book Library, na Univesity of Toronto. Ás vezes, você nem precisa ler nada, só de andar e ver tudo aquilo já enriquece a alma da gente.