Canadá – e seus 150 anos de vida bem aproveitados

Sempre falo: não é todo dia que se encontra um país com 150 anos de vida todo enxutão como o Canadá. Prognósticos médicos preveem vida longa e próspera ao jovenzinho. Diríamos que o Canadá é daqueles que preza por uma boa alimentação, valoriza boas amizades, não se arrisca muito, é um tanto caseiro e cuida muito de si mesmo, além de valorizar demais sua beleza. Admiradores é que não faltam. Sem contar aqueles que estão loucos pra passar o resto de suas vidas, debaixo dos cobertores, unidos de mãos dadas, com o Canadá.

É um orgulho meio estranho. Talvez para nós brasileiros, na condição de estrangeiros no país, esse sentimento não seja inato, mas em algum momento ele bate e arrebata. Mas, continua estranho. Estranho porque ele é e não é o país do seu coração. Ele tem suas manias, suas exigências, suas predileções, seu jeito de pedir as coisas e de se mostrar. Pra alguns, é paixão pura; pra outros, um relacionamento difícil e complicado; ainda para outros, impossível manter uma diálogo saudável. Isso sem contar os vários “pés-na-bunda” que rola aqui e ali.

Vemos os canadenses “da gema” como ferrenhos torcedores do seu país. Bandeiras e mais bandeiras por todos os lados – e nem estou falando daquelas épocas de “Copa do Mundo”. É normal. É bonito. Toda janelinha, uma bandeira. Vemos imigrantes batalhadores, ralando no movimento desta máquina gigante. Gente que já tem tatuado a folhinha do maple no peito. Canadá é a sua casa. Vemos um certo respeito, tolerância e aceitação. Óbvio que sempre tem uns “haters”, mas….

Mas, quem chega, sofre, apanha, mas gosta. Diria, ama. O seu suor entra numa transformação química social econômica, misturada com aquele monte de imposto escorrendo da testa, aquela comunicação truncada e esquisita, até você ver se materializar na sua frente algo que é simplesmente normal (acredite, normal): benefícios públicos! Um parque do lado da sua casa, um ônibus e um metrô bacana, uma segurança que te assegura, uma educação que te educa, uma saúde que cuida de você (não importa quem você é – digo, qual o seu salário) e blá blá blá. Já fiz uma carta aberta sobre essas coisas.

E por essas e tantas outras, e outras histórias e outras vidas e tantos posts e tantos blogs e canais no Youtube. Tantas lágrimas e alegrias, que o Canadá merece um grande abraço de feliz aniversário. Um país inesquecível, eu garanto.

E nada como chamar a CN Tower pra brindar esse dia.